ANAMOLA submete queixa-crime à PGR
2026-01-27 - 10:56
O Partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) submeteu, esta terça-feira, uma queixa-crime à Procuradoria-geral da República, onde denuncia um alegado assassinato de seus membros no distritod e Luabo, província da Zambézia. O partido garante já ter identificado o autor do crime e espera que a Procuradoria-geral da República faça o seu trabalho, até porque há elementos suficientes para a investigação. O Secretário-geral da ANAMOLA, Messias Uerremo, a submissão da queixa-crime serve também como um alerta para a necessidade de se parar com as perseguições políticas dos membros deste partido, num contexto em que os números de desaparecidos em circunstâncias estranhas tendem a subir. Em relação aos supostos impedimentos de que os partidos da oposição têm sido alvos para prestarem apoio às vítimas das cheias, o ANAMOLA denuncia que também que tem enfrentado muitas dificuldades no terreno. Para Messias Uerremo, trata-se ordens de pessoas que não servem para os moçambicanos e de um Estado que não consegue traçar políticas para responder às necessidades do país. “O nosso Governo consegue traçar leis para restringir a internet, mas não consegue manter a postura e a palavra de continuar a garantir o funcionamento da Linhas Aéreas de Moçambique para num momento de emergência conseguir socorrer as vítimas das cheias”, anota. Ainda assim, o partido liderado por Venâncio Mondlane garante que as barreiras criadas pelo Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) não vaão desanimar esta formação política. “Vamos continuar a assistir as famílias moçambicanas, pois neste momento elas precisam de nós. Os partidos da oposição têm prestado um apoio fundamental para as vítimas das cheias, contrariamente ao que o INGD tem feito, que passa por congelar os produtos nos armazéns para depois vender”, denuncia Messias Uerremo. Na senda da denúncia, o partido ANAMOLA diz ter provas de supostos desvios de produtos nos centros de acolhimento no distrito de Boane, actos que, segundo explica o Secretário-geral desta organização, acontecem à calada da noite não obstante a presença das equipas de seguranças instaladas no local. “Aquando da nossa visita ao local e face aos relatos das famílias que estão naquele local, apelei aos gestores dos centros para que parassem com essas práticas, pois estão a retirar o pouco que os parceiros na diáspora, no país, os empresários e a sociedade civil têm prestado às vítimas das cheias”, explica.