Coco mais caro e mais escasso na cidade de Maputo
2026-01-28 - 18:03
O coco está cada vez mais caro, na cidade de Maputo e cada vez mais a escassear. No mercado grossista do Zimpeto, por exemplo, apenas um vendedor ainda dispunha do produto na manhã desta quarta-feira. No mercado grossista do Zimpeto este é o último coco que havia para venda, até às primeiras horas desta quarta-feira. Cada unidade custava quase 100 meticais. Nos pontos de venda a grosso, ao longo da avenida de Moçambique, o coco também começa a escassear. O produto existente é conseguido depois de várias manobras feitas pelos vendedores. “Hoje em dia não é fácil ter coco. É normal nós sairmos daqui para Matola-Gare, a pé. Atrás do coco, nas casas. Tem que pagar alguém para tirar, nos coqueiros, temos que pagar dinheiro de transporte para aqui. Tem muitas despesas, não sai. O negócio está sendo um pouco complicado”, lamentou Maria Bila. Para os que vendem a grosso, os custos de aquisição também aumentaram e consequentemente o preço final aos consumidores ficou muito mais alto. Quem comprava três cocos para preparar as refeições, viu-se obrigado a adquirir menos. Para os revendedores, este deixou de ser um negócio lucrativo. “Eu compro coco a 60 meticais, é muito caro. Para revender eu tenho que estabelecer o preço de 85 meticais”. Há quem, por não mais conseguir continuar à base deste negócio, procure por alternativas. Os vendedores clamam pela reposição da transitabilidade da EN1 no tempo prometido para garantir a recuperação dos negócios.