Empresários nacionais querem apoio de parceiros da CPLP no turismo
2026-03-18 - 15:52
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) pediu, nesta quarta-feira, apoio de parceiros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na promoção e desenvolvimento do turismo e da formação no sector. Maputo acolheu, durante três dias, uma reunião organizada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, envolvendo uma missão da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), que incluiu representantes da AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Tratou-se de uma reunião que serviu para reforçar o intercâmbio com Moçambique no sector de turismo e no final da mesma a CTA pediu o apoio da CPLP na promoção e desenvolvimento do turismo e da formação no sector. "Vai haver um trabalho coordenado pela CTA e outras entidades moçambicanas de forma a poder entender como pode preparar também, não só na cooperação de negócios, mas também na preparação daquilo que pode ser a mão-de-obra especializada, formada, que pode ser uma oportunidade para muitos jovens moçambicanos também trabalharem num mercado mais desenvolvido no sector do turismo", disse Salimo Abdula, representante daquela confederação para o sector do turismo. Abdula acrescentou que existe um sector muito importante que Moçambique prioriza como um dos seus pilares no aumento social e económico, “que é o sector do turismo". "É um sector que vem a agregar aquilo que nós ambicionamos, que é a geração de emprego, e é nesta esfera que a CTA e a CE-CPLP, através dos outros parceiros, a AHRESP e a ASAE, tencionam explorar, aprendermos, e também cooperar para que o sector de turismo em várias vertentes possa trazer a grande alavancagem de que precisamos no desenvolvimento social e económico", acrescentou. Por outro lado, Salimo Abdula destacou que a missão tem uma particularidade: “Moçambique foi o primeiro país [a] que eles vêm para este tipo de interacção. Certamente vão também trabalhar com outros países-membros da CPLP neste objectivo de interacção no sector específico, o sector do turismo", reconhecendo ainda que Moçambique, também nesta área, ainda "precisa de muita coisa" para se afirmar. Berta Montalvão, vice-presidente do CE-CPLP, explicou que esta missão visa "acompanhar o intercâmbio e o diálogo com a CTA", para "desenvolver e capacitar" trabalhadores na área do turismo, incluindo restauração e hotelaria, neste caso em Moçambique. "Nós sabemos que aquilo que nos une é a língua portuguesa. Acaba por ser a ponte da nossa comunidade, no entanto é preciso, também, desenvolver e capacitar as nossas empresas no sector, no sentido de também promover e desenvolver a economia dos nossos países", destacou Berta Montalvão. A vice-presidente do CE-CPLP prevê, nos próximos dias, contactos com várias associações e entidades do sector do turismo e da restauração moçambicanas. Mas sobre a reunião, Berta Montalvão disse que se falou de três eixos principais, nomeadamente o desenvolvimento das infra-estruturas, o desenvolvimento e melhoria da qualidade dos serviços prestados e do capital humano. “Eu diria que essas são as três áreas de foco e obviamente que temos de encontrar um caminho de colaboração entre todas as entidades para podermos levar a bom porto aquilo que são as prioridades do sector do turismo", defendeu a dirigente portuguesa. O objectivo, acrescentou, é definir, nos próximos dias, de que forma será possível "colaborar" com Moçambique nesta área. "Moçambique tem recursos naturais, é uma prioridade do nosso Governo explorar a área de turismo, é também uma prioridade para a CTA. Nós precisamos de duas coisas importantes: formar e investimento, para alavancarmos os recursos que nós temos, todas as esferas, desde o turismo de praia, sinergético, montanhas, nós temos muitas coisas, precisamos de evoluir a qualidade do serviço. Porque, como se diz, no turismo, quando se é bem servido, as pessoas voltam. Mas se a coisa corre mal, as pessoas falam mal de nós e não regressam. Portanto, é preciso termos cuidado", apelou, por seu turno, Abdula.