Governo de Sofala aposta na capacidade local para recuperação após cheias
2026-01-27 - 08:32
O Secretário do Estado na província de Sofala garante que há stock suficiente de produtos essenciais e defende que os parceiros priorizem o mercado local, como estratégia para fortalecer a economia e responder de forma mais eficaz às consequências das cheias. Ao mesmo tempo, as autoridades alertam que é preciso investir em infra-estruturas resilientes, capazes de suportar eventos climáticos cada vez mais severos. Sofala enfrenta mais uma fase de recuperação após as cheias, que afectaram milhares de famílias. Apesar dos desafios, o Secretário do Estado em Sofala garantiu que há capacidade local para responder às necessidades básicas da população. Manuel Rodrigues pediu, durante a Reunião do Comité Operativo de Emergência, que se priorize a produção local para o apoio, quiçá para apoiar outras províncias que também estejam a sofrer os efeitos das cheias. “Na província existe disponibilidade de stock de alguns produtos que podem ser adquiridos localmente”, disse. Enquanto isso, o Governador de Sofala, Lourenço Bulha, apelou para que se garanta sementes e insumos agrícolas, numa altura em que as famílias reassentadas começam a preparar a próxima campanha de produção, até porque depois terão que deixar os Centros de Acomodação. Do ponto de vista hidrológico, há sinais positivos. O nível das águas na bacia do Púnguè apresenta uma redução considerável. Com as chuvas que caíram, a estrada que dá acesso ao distrito do Búzi foi severamente afectada, pelo que as autoridades admitem que não basta tapar buracos para resolver o problema. Para o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, a prioridade passa por construir estradas mais resistentes às mudanças climáticas. Na área logística, o Governo garante prioridade no transporte de bens essenciais, usando novas alternativas portuárias. Apesar das melhorias que se verificam, fica um alerta: sem infra-estruturas robustas, as próximas chuvas podem voltar a provocar os mesmos prejuízos, tendo em conta que as previsões meteorológicas apontam para mais precipitação.