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PR defende em Nairobi aposta em África como motor económico global

2026-03-25 - 13:03

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, em Nairobi, a necessidade de África passar da identificação de oportunidades para o seu desbloqueio efectivo, sublinhando que o continente deve afirmar-se como motor da economia global, durante a abertura da IV Conferência Internacional de Investimento do Quénia, onde participou como convidado de honra do homólogo queniano, William Ruto. Na ocasião, o Chefe do Estado destacou que o fórum constitui uma oportunidade estratégica para reforçar a cooperação económica entre países africanos e parceiros internacionais, bem como para promover investimentos estruturantes capazes de impulsionar a transformação económica do continente. O Presidente moçambicano considerou igualmente a organização do evento como uma plataforma relevante para mobilização de investimentos no continente. “Felicitamos o Governo do Quénia pela organização deste importante fórum, que se afirma, de forma crescente, como uma das mais relevantes plataformas de mobilização de investimento no nosso continente”, afirmou. Ao abordar o lema da conferência, centrado no desbloqueio de oportunidades, o estadista moçambicano sublinhou que África vive um momento decisivo da sua história, reiterando o potencial estratégico do continente. “Eu tenho dito que África é o continente do futuro; é o continente dos recursos minerais; potencialidades agrícolas; da juventude, que é o capital humano. É, sem margem de dúvidas, o continente do futuro”, declarou. Segundo o estadista, o principal desafio actual consiste em transformar esse potencial em resultados concretos, com base em decisões políticas firmes, capital paciente e parcerias estratégicas. Nesse contexto, explicou que desbloquear oportunidades implica criar confiança entre os sectores público e privado, estruturar projectos viáveis e promover parcerias que combinem capital, tecnologia e conhecimento local. Chapo destacou o papel do Quénia como um dos motores de inovação económica em África, elogiando o desempenho do país em áreas como tecnologias de informação, agricultura e energias renováveis. “Ao assumir esta agenda, o Quénia posiciona-se, com legitimidade, como um dos principais motores de inovação económica em África”, afirmou. Outrossim, sublinhou que África dispõe de um mercado em expansão, impulsionado pela juventude e pela implementação da Área de Livre Comércio Continental Africana, defendendo uma mudança de paradigma rumo à industrialização e criação de valor acrescentado. “Este é o momento de romper definitivamente com o padrão de exportação de matérias-primas e afirmar a África como um continente de industrialização, inovação e de criação de valor acrescentado, sobretudo o emprego para a nossa juventude”, disse. No seu discurso, apresentou Moçambique como parceiro estratégico para essa transformação, destacando sectores prioritários como agricultura, tecnologias de informação, energias renováveis, indústria transformadora, turismo e economia azul. O Chefe do Estado enfatizou o potencial agrícola do país, a aposta na transformação digital e os vastos recursos energéticos, incluindo hidroelectricidade, gás natural e energias renováveis. O governante destacou ainda a posição geoestratégica de Moçambique, com corredores logísticos que ligam o interior africano ao Oceano Índico, bem como as oportunidades de cooperação com o Quénia em cadeias de valor regionais, inovação digital e mobilidade sustentável. Defendeu também a criação de zonas económicas especiais e o fortalecimento de parcerias público privadas como pilares para atrair investimento. Na reta final, o Presidente Daniel Chapo apelou ao reforço da cooperação bilateral entre Moçambique e o Quénia, propondo eixos concretos como a integração logística entre África Oriental e Austral, o desenvolvimento de cadeias agro-industriais e parcerias em energias renováveis. “O futuro económico do mundo está em África, e não será determinado apenas pelos seus recursos, mas pela sua capacidade de transformar esses recursos em valor. O tempo de África é agora”, concluiu.

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